A ureterorrenolitotripsia à laser é um procedimento minimamente invasivo em que entramos pelas vias urinárias naturais, com uma câmera muito fina, passando pela uretra, bexiga e ureter, até localizar o cálculo.
Com visão direta, fragmentamos a pedra usando laser, ajustando a energia conforme:
- o tamanho do cálculo,
- sua dureza,
- sua localização,
- e a anatomia do paciente.
Isso permite maior precisão durante todo o procedimento, com visualização direta do cálculo e da via urinária.
Ureteroscópio rígido ou flexível: qual a diferença?
A técnica pode ser realizada com dois tipos de equipamento, dependendo do caso:
- Ureteroscópio semirrígido:
Usado principalmente para cálculos localizados no ureter. É eficiente, preciso e resolve a maioria desses casos em uma única sessão. - Ureteroscópio flexível:
Permite navegar dentro do rim, alcançando todos os cálices renais. É fundamental para tratar cálculos renais, inclusive aqueles localizados em regiões mais difíceis de acesso.
O equipamento flexível, associado ao laser de alta potência, possibilita fragmentar cálculos maiores e mais duros, com alto índice de sucesso.
Em quais situações a litotripsia à laser é especialmente indicada?
Essa técnica é particularmente útil em casos como:
- Cálculos no ureter
- Cálculos renais
- Pedras maiores
- Cálculos mais duros ou resistentes
Além disso, permite tratar mais de um cálculo no mesmo procedimento, algo muito relevante em pacientes com múltiplos cálculos.
E o cateter duplo jota, quando é necessário?
Ao final do procedimento, em alguns casos, pode ser indicado o uso temporário de um cateter duplo jota. Ele serve para:
- proteger o rim, mantendo a drenagem da urina até a bexiga;
- reduzir dor no pós-operatório;
- facilitar a drenagem dos microfragmentos de cálculo formados após a pulverização com laser;
- permitir a cicatrização do local onde estava o cálculo (ureter ou rim);
- e permitir uma recuperação mais tranquila.
O uso não é obrigatório em todos os pacientes e é decidido caso a caso no intra-operatório.
Não existe tratamento padrão para todas as pedras
Esse é o ponto mais importante. Não existe um único tratamento ideal para todo mundo.
O melhor resultado depende de:
- anatomia do paciente,
- tipo de cálculo,
- tamanho e localização da pedra,
- histórico clínico,
- e experiência da equipe.
Quando a técnica correta é escolhida desde o início, evitamos retrabalho, procedimentos desnecessários, dor prolongada e frustrações.
Tratar cálculo renal não é apenas quebrar a pedra — é escolher a estratégia certa para cada paciente.




