A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das causas mais comuns de sintomas urinários em homens acima dos 50 anos. Na maioria dos casos, conseguimos conduzir o tratamento com base na história clínica e exame físico.
No entanto, há situações em que o estudo urodinâmico se torna uma ferramenta importante — especialmente quando os sintomas não condizem com o grau de obstrução observado, ou quando há suspeita de outras causas envolvidas além da próstata.
📌 Indicações específicas do estudo urodinâmico na HPB:
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- Pacientes que já passaram por cirurgia ou outro tratamento invasivo e continuam com sintomas.
- Fluxo urinário muito baixo (volume < 150 mL)
- Resíduo pós-miccional elevado (> 300 mL).
- Início de sintomas em homens muito jovens (< 50 anos) ou mais idosos (> 80 anos).
- Suspeita de outras doenças que comprometem a bexiga, como Parkinson, AVC, esclerose múltipla ou cirurgias pélvicas anteriores.
- Urofluxometria com fluxo máximo (Qmax) > 10 ml/s em pacientes sintomáticos antes da cirurgia ser indicada.
Esses critérios ajudam a identificar se o problema está exclusivamente na próstata ou se há comprometimento da contração da bexiga, o que pode mudar completamente a conduta.
Vale reforçar que o estudo urodinâmico não deve ser solicitado de forma rotineira. É um exame complementar, indicado com critério, e que pode trazer informações valiosas quando bem utilizado.